Tuesday, February 18, 2014

Um livro e um esfregão da louça / A book and a dish scrub



Acabei há uns dias de ler o livro Zéro Déchet, a  tradução francesa do livro de Bea Johnson Zero Waste Home: The Ultimate Guide to Simplifying Your Life by Reducing Your Waste.

Foi no blog da autora - Zero Waste Home - que fiquei a conhecer o livro e que me dei conta de algo que já suspeitava: que afinal, não era assim tão "verde" como isso... Esta históia fez-me repensar seriamente a quantidade de lixo gerado pela minha família e o impacto ambiental por nós causado diariamente.  Como resultado destas leituras, já implementei algumas mudanças nos nossos hábitos, mas ainda pretendo fazer mais. Estamos ainda (muito) longe de produzir zero resíduos (ou cerca de um litro por ano, como a família da autora), mas acredito que quiasquer pequenos passos na direcção correcta valem a pena, pois ir-se-ão acumulando ao longo do tempo. E o que não falta neste livro são dicas, ideias e receitas para o conseguir. Algumas não são possíveis para mim, outras não fazem sentido no meu caso particular e outras, ainda, são talvez demasiadamente radicais, mas irei sem dúvida experimentar várias.

Aqui estão duas actualmente postas em prática:
- Se bem que há muitos anos que levava os meus próprios sacos de plástico quando ia ao supermercado, passei também a levar sacos para a fruta e legumes, e caixas de vidro com tampa para as compras no talho. Também recuso os sacos nas outras lojas (de roupa, farmácia, livraria, etc.) excepto em casos muito especiais (tenho que melhorar isto)
-Acabei com os esfregões da louça sintéticos, de que nunca gostei. Agora uso um de metal, para as coisas difíceis, e fiz um de lã, pondo a uso os meus dotes de crochet que uso tão raramente. São mais saudáveis, biodegradáveis e baratos.

Estas estão na minha lista de ideias a tentar proximamente:
- Rimel caseiro
- Creme caseiro
- Cola caseira

Uma das principais lições que retirei deste livro foi que para além dos três "R" (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), há um outro, talvez o mais importante, e que deve vir primeiro que os restantes: Recusar. Porque produzir menos lixo resume-se muitas vezes a recusar a sua entrada nas nossas casas. Mas a sobre-utilização, sobretudo do plástico, mas também do papel, está tão banalizada, que algo tão simples como recusar este excesso acaba por se tornar difícil, a menos que façamos um constante esforço para estarmos conscientes daquilo que aceitamos e trazemos para casa.



I've just finish reading Zéro Déchet, the French translation of Bea Johnson's book Zero Waste Home: The Ultimate Guide to Simplifying Your Life by Reducing Your Waste.

I first heard about this book while reading the author's blog  Zero Waste Home which was my first wake up call to realise I was no as "green" as I used to think... Bea's story made me rethink the amount of waste that my household produces and the kind of environmental impact I make, every day. I already made a few changes in my life as a result of this read, and I still want to implement more changes. We are (very) far from producing zero waste (or a one liter size jar of garbage per year, as her family does), but I firmly believe that any small steps in the right direction will add up in the long run and are therefore worth a try and Bea's book is full of tips, ideas, and recipes. I will not adopt all of them - some are not possible for me, others do not make sense in my particular case and still others I find too extreme - but I will definitely try several of them. 

These are two already ongoing ones:
- I am bringing my own containers when purchasing some kinds of food to avoid bringing more plastic bags into my home. I already used reusable bags for supermarket shopping, but now I'm also bringing my own bags for fruit and legumes and glass containers for meat. And I also refuse bags when shopping for clothes, books, or other items except for very special situations (I still have to improve this, anyway)
- I decided to ban synthetic dish scrubs (I never actually liked them) and I made my own using my seldom used crochet skills. They are healthier, cheaper, and made of natural biodegradable wool.

And these are on my list to try:
- Home made mascara
- Home made balm
- Home made glue

One of the main lessons I took from this book is that in addition to the 3 "R" (Reduce, reuse and Recycle), there is another "R", probably the most important of all and which should come first: Refuse. This is because producing less waste often resumes to prevent it from entering our homes. The problem is that the over-use of plastic (mainly) is so common nowadays that one must be constantly alert to avoid it from surreptitiously entering our lives.

3 comments:

  1. Um esfregão de crochet? Tens de me ensinar como se faz. Quando não dão para a louça, reutilizo os meus noutras funções menos "nobres", mas mesmo assim custa-me deitá-los ao lixo.

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  2. O esfregão fi-lo usando mais ou menos este esquema:
    http://sewtakeahike.typepad.com/sewtakeahike/2007/08/kitchen-scrubby.html
    digo mais ou menos, porque na verdade não segui exactamente os passos da explicação, fui apenas fazendo a olho de forma a obter aquele resultado: comecei com 3 malhas que fechei numa argola, e depois fui fazendo ponto baixo, acrescentando mais malhas até obter mais ou menos uma "roseta" do tamanho que queria o esfregão. Depois comecei a diminuir, de maneira a terminar com muito poucas malhas e ficar com uma espécie de bola oca, que depois fechei, rematei e espalmei. Também pensei que, não espalmando (e talvez enchendo com algodão, ou trapos), estas "bolas" seriam capazes de dar umas belas decorações para o pinheiro de Natal - algo a experimentar...

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  3. Urge de fato a mudança de estilo de vida, o processo é longo difícil mas pode e deve começar em nós!
    Vamos ficar a seguir!

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